Consulte o calendário de vacinação cães e gatos e proteja o seu animal. Saiba quais as vacinas essenciais e quando as administrar. Leia o guia completo!
A saúde dos nossos animais de estimação é uma prioridade absoluta para qualquer tutor responsável. Garantir que o seu melhor amigo está protegido contra doenças infeciosas potencialmente fatais é um ato de amor e cuidado. Neste contexto, seguir rigorosamente o calendário de vacinação cães e gatos é a medida preventiva mais eficaz que pode adotar.
Muitas das doenças que afetam os nossos companheiros de quatro patas podem evitar-se através da imunização correta. Desta forma, não só protege o seu animal, como também contribui para a saúde pública, evitando a propagação de zoonoses. Neste artigo, vamos explorar detalhadamente os planos de vacinação recomendados em Portugal, as diferenças entre vacinas essenciais e complementares, e os cuidados a ter após a inoculação.
A Importância da Imunização na Saúde Pública e Animal

A vacinação funciona estimulando o sistema imunitário do animal a produzir anticorpos contra vírus e bactérias específicos. Consequentemente, se o animal entrar em contacto com o agente patogénico no futuro, o seu organismo estará preparado para o combater eficazmente. Além disso, a vacinação em massa cria o que chamamos de imunidade de grupo, protegendo indiretamente os animais que, por motivos de saúde, não podem ser vacinados.
É fundamental compreender que a prevenção é sempre menos dispendiosa e dolorosa do que o tratamento de uma doença grave. Por exemplo, o tratamento da parvovirose canina requer frequentemente internamento intensivo e nem sempre garante a sobrevivência do animal. Portanto, o investimento nas vacinas é, sem dúvida, um investimento na longevidade do seu companheiro. Importância da medicina preventiva veterinária
Calendário de Vacinação para Cães: O Que Precisa de Saber

O plano vacinal dos cães deve ser personalizado pelo médico veterinário, tendo em conta o estilo de vida, a idade e a localização geográfica do animal. No entanto, existe um protocolo base que é amplamente seguido em Portugal.
Vacinas Essenciais (Core)
As vacinas essenciais são aquelas que todos os cães, independentemente das suas circunstâncias, devem receber. Estas protegem contra doenças com elevada taxa de mortalidade ou distribuição global. Geralmente, a primovacinação inicia-se entre as 6 e as 8 semanas de idade.
- Esgana: Uma doença viral grave que afeta os sistemas respiratório, gastrointestinal e nervoso.
- Parvovirose: Altamente contagiosa e frequentemente fatal em cachorros, causando diarreia hemorrágica severa.
- Hepatite Infecciosa Canina: Afeta o fígado, rins e olhos.
- Leptospirose: Uma bactéria que pode causar insuficiência renal e hepática, sendo também transmissível aos humanos.
- Raiva: Em Portugal, a vacina da raiva é obrigatória por lei para todos os cães, devendo administrar-se a partir dos 3 ou 4 meses de idade, dependendo da vacina utilizada.
Posteriormente, os reforços deverão administrar-se anualmente ou a cada três anos, dependendo da duração da imunidade conferida pela vacina específica e da avaliação do veterinário. Legislação sobre animais de companhia em Portugal
Vacinas Complementares (Non-Core)
Existem outras vacinas que são recomendadas com base no risco de exposição. Por exemplo, a vacina contra a Leishmaniose é crucial em Portugal, dado que o nosso país é endémico para esta doença transmitida pelo mosquito flebótomo. Do mesmo modo, a vacina contra a Tosse do Canil (Bordetella bronchiseptica) é frequentemente sugerida para cães que frequentam hotéis caninos, creches ou exposições.
Calendário de Vacinação para Gatos: Proteção Felina

Tal como nos cães, os gatos necessitam de um plano de imunização robusto, mesmo aqueles que vivem exclusivamente dentro de casa (indoor). Os vírus podem-se transportar para o interior através da roupa ou calçado dos donos. Assim sendo, a vacinação é indispensável.
Vacinas Essenciais para Gatos
O protocolo para gatinhos começa habitualmente às 8 semanas de idade, com reforços a cada 3-4 semanas até às 16 semanas.
- Panleucopénia Felina: O equivalente felino da parvovirose, é extremamente resistente no ambiente e fatal para gatinhos.
- Herpesvírus e Calicivírus: Responsáveis pela chamada “Gripe Felina”, que causa problemas respiratórios e úlceras orais dolorosas.
Adicionalmente, embora a vacina da raiva não seja obrigatória para gatos em todo o território nacional (exceto em situações específicas de viagem ou zonas de risco declaradas), é altamente recomendada, especialmente para gatos com acesso ao exterior.
Vacinas Recomendadas para Gatos Outdoor
Para os felinos que têm acesso à rua ou convivem com gatos infetados, a vacina contra a Leucemia Felina (FeLV) é vital. Esta doença viral suprime o sistema imunitário e é uma das principais causas de morte em gatos jovens. World Small Animal Veterinary Association (WSAVA) guidelines
Efeitos Secundários e Cuidados Pós-Vacinação

Após a administração das vacinas, é normal que o animal apresente alguns sintomas ligeiros, sinal de que o sistema imunitário está a reagir. Contudo, é importante estar atento.
Os efeitos secundários mais comuns incluem:
- Ligeira letargia ou sonolência durante 24 horas.
- Pequeno inchaço ou sensibilidade no local da injeção.
- Febre baixa passageira.
Todavia, se notar inchaço na face, vómitos persistentes, diarreia ou dificuldade respiratória, deve contactar o médico veterinário imediatamente, pois pode tratar-se de uma reação alérgica, embora estas sejam raras. Ordem dos Médicos Veterinários – Cuidados básicos
Conclusão: Um Compromisso para a Vida

Manter o calendário de vacinação cães e gatos atualizado é uma das responsabilidades mais importantes de um tutor. Ao fazê-lo, não está apenas a cumprir uma obrigação legal (no caso da Raiva e identificação eletrónica), mas está, acima de tudo, a garantir qualidade de vida e longevidade ao seu companheiro.
Lembre-se que os planos vacinais não são estáticos; eles devem evoluir consoante a idade e o estilo de vida do animal. Por conseguinte, as visitas anuais ao veterinário para o check-up e reforço das vacinas são momentos cruciais para reavaliar a saúde do seu pet. Proteja quem lhe dá tanto carinho incondicional.
Tem o boletim de vacinas do seu animal em dia? Não arrisque! Agende hoje mesmo uma consulta no seu médico veterinário.
Perguntas Frequentes

Geralmente, a primovacinação deve iniciar-se entre as 6 e as 8 semanas de idade. Antes disso, os animais estão protegidos pelos anticorpos maternos, que podem interferir com a eficácia da vacina se esta for dada demasiado cedo.
Atualmente, a vacina da raiva é obrigatória por lei apenas para cães em Portugal. No entanto, recomenda-se para gatos, especialmente se viajarem para o estrangeiro ou tiverem acesso ao exterior.
Sim. Vírus como o da Panleucopénia ou da Gripe Felina são muito resistentes e podem ser transportados para dentro de casa através da roupa, sapatos ou objetos dos donos. A vacinação garante a proteção contra estes agentes.
É comum o animal ficar mais sonolento, ter uma ligeira febre ou apresentar um pequeno nódulo no local da injeção. Estes sintomas desaparecem habitualmente em 24 a 48 horas.
Se atrasar significativamente o reforço, a imunidade do animal pode diminuir, deixando-o vulnerável a doenças. Em alguns casos, o veterinário pode ter de reiniciar o protocolo de primo vacinação (dar duas doses) para garantir a eficácia.
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