Ora bem, o verão chegou e, com ele, o calorzão típico de Portugal. E se para nós, humanos, é fácil arranjar uma sombra ou um banho fresquinho, para os nossos patudos a história é um pouco diferente, não é? Afinal, o teu cão no verão precisa de cuidados extra, e é mesmo crucial saberes como protegê-lo da insolação e, pior ainda, do golpe de calor. É que estas condições podem ser bem perigosas, até fatais.
Já o Júnior, o meu caniche toy, adora apanhar sol, mas eu estou sempre de olho nele, aliás, ele tem um pelo branco que reflete um pouco o calor, mas a verdade é que o risco existe para todos. Por isso mesmo, neste artigo, vamos ver como reconhecer os sinais de perigo, o que fazer numa emergência e, mais importante, como prevenir que o teu melhor amigo passe por um susto destes. É como ter um amigo a partilhar as dicas, sabes?
Reconhecer os Sinais de Alerta: Quando o Calor Aperta

É fundamental estarmos atentos aos nossos amigos de quatro patas, porque eles não nos conseguem dizer que estão com calor. Aliás, os cães regulam a temperatura corporal principalmente através da panteação (aquela respiração ofegante com a língua de fora), e também um pouco pelas almofadas das patas. Mas, quando o calor é excessivo, este sistema pode não ser suficiente, portanto, o corpo deles sobreaquece.
Os primeiros sinais de que o teu cão está a sofrer com o calor são subtis, mas importantes. Vais notar que ele respira muito mais rápido e de forma mais forçada do que o normal, e a língua pode parecer mais escura, quase arroxeada. Além disso, pode começar a salivar em excesso, e as gengivas ficam mais vermelhas e secas. O Júnior, por exemplo, fica logo mais apático e procura um sítio fresco para se deitar. Se o teu cão estiver a cambalear, com vómitos ou diarreia, ou até mesmo com tremores, então a situação é grave e precisa de atenção imediata. Isto é, não há tempo a perder.
Primeiros Socorros: Como Agir Numa Emergência

Se suspeitares que o teu cão está a sofrer de insolação ou golpe de calor, a primeira coisa a fazer é agir rápido, mas com calma. Primeiro, tira-o imediatamente do ambiente quente e leva-o para um local fresco e sombrio. Depois, começa a arrefecê-lo gradualmente. Não uses água gelada, porque isso pode causar um choque térmico, o que seria pior. Em vez disso, usa água fresca (não fria) para molhar o corpo dele, sobretudo nas zonas onde há mais vasos sanguíneos à superfície, como as patas, a barriga, as axilas e o pescoço. Podes usar toalhas húmidas ou uma mangueira com pouca pressão. Por exemplo, o Júnior adora quando lhe molho as patinhas.
Entretanto, oferece-lhe pequenas quantidades de água fresca para beber, mas não o forces. Se ele não quiser beber ou estiver inconsciente, não insistas, pois pode engasgar-se. E, claro, liga de imediato para o teu médico veterinário ou para uma clínica de emergência. Eles vão dar-te as instruções certas e, aliás, preparar-se para a tua chegada. O transporte para a clínica deve ser feito o mais rápido possível, mantendo o ambiente fresco no carro, se for o caso.
Prevenção é a Chave: Dicas Essenciais para um Verão Seguro

Ora, prevenir é sempre melhor do que remediar, não é verdade? Por isso, a melhor forma de proteger o teu cão no verão é adotar algumas rotinas e hábitos. Primeiro, evita os passeios nas horas de maior calor, ou seja, entre as 10h da manhã e as 18h. Opta por passeios de manhã cedo ou ao fim da tarde, quando o asfalto não está a escaldar – sim, as patinhas deles queimam-se no chão quente, convém saber. Podes verificar a temperatura do chão com a tua própria mão; se estiver demasiado quente para ti, está demasiado quente para ele.
Além disso, garante que o teu cão tem sempre acesso a água fresca e limpa. Podes até adicionar uns cubos de gelo na água para a manter mais fresca durante mais tempo. E nunca, mas nunca mesmo, deixes o teu cão sozinho dentro do carro, nem que seja por uns minutos e com a janela aberta. A temperatura dentro de um carro pode subir drasticamente em pouco tempo, transformando-o num forno. A ASPCA tem excelentes recursos sobre a segurança dos animais no calor. Se tiveres um cão de raça braquicefálica (com o focinho achatado, como Pugs ou Bulldogs), redobra os cuidados, porque eles têm mais dificuldade em respirar e, consequentemente, em arrefecer. O Júnior, por ser um Poodle, não tem esse problema, mas mesmo assim, a prevenção é sempre a minha prioridade. [LINK INTERNO: Dicas de Verão para Cães de Focinho Curto]
Outras Medidas de Conforto e Segurança

Para além das dicas básicas, há outras coisas que podes fazer para manter o teu cão confortável durante o verão. Por exemplo, se tiveres um jardim ou um espaço exterior, podes montar uma piscina pequena e rasa para ele se refrescar. Muitos cães adoram chapinhar na água! Ou então, podes comprar um tapete de arrefecimento, que é uma espécie de almofada que se mantém fresca ao toque e ajuda a baixar a temperatura corporal. Há também coletes de arrefecimento que podes molhar e vestir no teu cão.
E que tal uns gelados caseiros para cães? São uma delícia e uma ótima forma de os hidratar e refrescar. Podes fazer com iogurte natural sem lactose e fruta, por exemplo. Mas, atenção, nem todas as frutas são seguras para eles. Consulta sempre uma lista de alimentos permitidos. E, claro, nunca te esqueças da proteção solar para cães com pelo mais curto ou pele sensível, especialmente nas orelhas e no focinho. Existem protetores solares específicos para animais, portanto, não uses os nossos. Em suma, o importante é que o teu cão desfrute do verão em segurança e com todo o conforto que merece.
O Que Ficou Claro

Afinal, cuidar do teu cão no verão é uma questão de atenção e prevenção. Os nossos patudos dependem de nós para os proteger do calor excessivo, que pode levar a situações bem complicadas como a insolação e o golpe de calor. Reconhecer os sinais de alerta rapidamente e saber como agir numa emergência pode fazer toda a diferença. Por isso, evita os picos de calor, garante água fresca e nunca o deixes sozinho no carro. Com estas dicas, o teu cão vai ter um verão feliz e seguro.
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Perguntas Frequentes
Os primeiros sinais incluem panteação excessiva e forçada, gengivas vermelhas e secas, salivação abundante e letargia. Fica atento a estes sintomas para agir a tempo.
Não, nunca deves deixar o teu cão sozinho no carro, mesmo com as janelas abertas. A temperatura interior sobe muito rapidamente, colocando a vida do animal em risco grave.
Leva-o para a sombra e molha-o com água fresca (não gelada) nas patas, barriga, axilas e pescoço. Oferece água para beber e contacta o veterinário de imediato.
O ideal é passear de manhã cedo ou ao fim da tarde, evitando as horas de maior calor, geralmente entre as 10h e as 18h. Verifica sempre a temperatura do asfalto.
Sim, raças braquicefálicas como Pugs ou Bulldogs têm maior dificuldade em respirar e arrefecer. Precisam de cuidados redobrados e atenção constante para evitar o sobreaquecimento.
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Chamo-me C. Almeida e cresci sempre rodeado de animais. Hoje sou tutor do Junior, um caniche toy cheio de energia e personalidade. Criei o Patas à Mesa para partilhar receitas caseiras saudáveis, dicas de saúde animal e técnicas de treino para cães e gatos, tudo em português de Portugal e com informação de confiança.